Semana passada, atendi uma mãe que me contou algo que me marcou até agora.
O filho estava doente e foi ele mesmo que pediu para vir ao consultório.
Ela me disse: “Doutora, ele falou que queria vir aqui para você ajudá-la a melhorar.”
Não é a primeira vez que isso acontece, mas esse tipo de relato sempre me emociona.
Porque a criança sente, ela percebe quando é acolhida, quando é tratada com carinho, quando se sente segura.
E muitas vezes entende mais do que a gente imagina.
Quando existe confiança, tudo muda.
A consulta fica mais leve, a criança colabora mais e a família também se sente em paz.
No fim das contas, cuidar de crianças não é só tratar sintomas.
É também cuidar da forma como elas vivem essa experiência.
E quando a criança quer voltar, isso diz muita coisa.